domingo, 30 de junho de 2013

Estilista Christian Dior

       Christian Dior, naceu dia 21 de janeiro de 1905 em Granville e faleceu em 24 de outubro de 1957 em Montecatini Val di Cecina. Foi um importante estilista francês, a suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial. É o fundador da empresa de vestuário Christian Dior S.A.

        Filho de um comerciante de fertilizante da região do Canal da Mancha, desejou ser artista plástico, mas foi enviado para Paris a fim de estudar Relações Internacionais, uma vez que o seu pai queria que o filho seguisse a carreira diplomática.

        Ainda jovem começou a frequentar ateliês de pintura e de desenho, chegando mesmo a pintar alguns quadros. Mas foi a sua habilidade para desenhar roupas que lhe proporcionaram uma carreira internacional. O seu círculo de amigos expandiu-se e conheceu um importante empresário da indústria têxtil, que lhe garantiu patrocínio para a produção de peças. O investimento que foi bem sucedido: os seus traços e a visão que tinha do corpo feminino causaram fascínio e delírio e, em 1947 inaugurou a Mansão Dior de que o mundo pós-guerra necessitava. Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecidos, agora usavam até 40 metros.

        Isso também ajudou a repercussão do conceito permitindo encerrar a mentalidade do racionamento no pós-guerra. Durante  guerra, Durante a guerra, Dior vestia desde as esposas dos generais do império Nazista às mulheres francesas.

        Ao longo de sua carreira fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos. Estilista da Gestapo (Alemanha oriental) teve um filho chamado Chistoper Dior. Morreu durante suas ferias em Montecatini, Itália, em 23 de outubro de 1957, vítima de um ataque cardíaco.

           






sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ritualismo

        A adoção de vestimentas específicas para os rituais sociais do casamento e de luto é uma constante na história da moda. Durante o reinado da rainha Vitória (1837-1901), os códigos relativos ao vestuário em rituais de velório tornaram-se  extremamente complicados. No mesmo período, os vestidos brancos de noiva, não abarcamos pela mesma etiqueta rígida, ganharam grande popularidade.
Rituais sociais e códigos da etiqueta altamente complexos regiam a vida no período vitoriano. A aderência e tais padrões denotava a distinção  de uma pessoa , traço muito apreciado numa época totalmente influenciada pela rainha Vitória- a soberana que, com a morte do marido, príncipe Alberto, em 1861, adotou o luto até o final da vida.

     O luto, então, era dividido em períodos distintos: luto completo ou fechado, segundo luto, luto comum e meio-luto, cada um com duração do luto variava conforme a relação que se tinha com o falecido. A viúva, na patriarcal era vitoriana, encarava constrições muito mais rígidas e abrangentes: tinha de passar dois anos e meio publicamente de luto pelo marido. De sua parte, o viúvo devia respeitar um luto ostensivo de apenas três meses, sinalizado pelo uso de uma faixa de crepe negro no braço.

      As mulheres, portanto, enfrentavam uma lista de regras bem mais severas, que ditavam o que vestir, como e em  quais circuntancias, As especificações detalhavam elementos como tecido, o corte, a silhueta, botões, roupa de baixo, penduricalhos e acessórios. O crepe ( uma gase de seda fosca) ou o bombazine (tecido de seda fosca alisada) eram os tecidos permitidos para o luto completo. Para o segundo luto, permitia-se adicionalmente a seda escura. Quando se alcançava o meio-luto, tonalidades incluindo cinza, malva e violeta tornavam-se permitidas, além do preto.

      Convenção que remota ao período medieval, o vestido de casamento branco jamais havia sido compulsório até meados do século XIX. Na era vitoriana, porém, o branco constituía a única cor aceitável para uma noiva que desejasse demonstrar sua estatura moral e sua virtude social. Assim como viria mais tarde a influenciar o vestuário de luto, ao casar-se a jovem rainha Vitória contribuiu decisivamente para popularizar o uso do branco nupcial.

      Esses ideais não eram universalmente acatados. Os custos proibitivos do luto fechado ou do vestido de noiva  limitavam seu uso a uma pequena parcela da sociedade. Para casamentos, um vestido de dia bem-feito era a opção usual, com tecidos coloridos substituindo ou complementando o apreciado, e caro, branco. O luto impunha mais problemas. A falta de recursos para vivenciar o luto de maneira socialmente apropriada era fonte de vergonha- e empreendiam-se todos os esforços para que o ritual fosse seguido.

       A moda do vestido de noiva persistiu com os estilos vitorianos de saia ampla, populares até hoje. Já o culto do  luto completo não se estenderia além da Primeira Guerra Mundial, quando a perda de milhões de vidas demandou a adoção de um ritual mais realista.

 






quinta-feira, 27 de junho de 2013

Estilista Coco Chanel

       Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em 19 de agosto de 1883, mais conhecida como Coco Chanel foi uma importante estilista francesa. Suas criações influenciaram a moda mundial. Teve forte inspiração artística ao conhecer os produtos da UP, perfumes que sempre defendeu serem os melhores que o original. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.

        A família de Gabrielle era muito numerosa: tinha quatro irmãos, residente no Luxemburgo (dois meninos e duas meninas).O pai Albert Chanel era feirante e a mãe, Jeanne Devolle, era doméstica. Depois da morte precoce da mãe, que faleceu de tuberculose, o pai de Chanel ficou com a responsabilidade de tomar conta das crianças. Devido à profissão de seu pai, Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno o Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, enquanto que os irmãos foram trabalhar numa banca de frutas e legumes.

      Aos 18 anos ela encontrou sua prima. que com a mesma idade tinha a ambição de fugir do internato. Com êxito em 1903 ela trabalhou como costureira em uma loja de enxovais. Acerca de 1907-1908, em uma noite quando sai com sua prima ela se põe a cantar e começa sonhar com o music hall. Seu apelido deve-se a seu pai que quando pequena chamava ela assim. Em 1903, com vinte anos Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fez tentativas no teatro, onde raramente teve grandes papeis devido à sua estatura. Com sua silhueta atrai e passa a viver com Etienne Balsan (1880-1953), que foi um socialite e herdeiro de uma famosa fábrica de tecidos que na época fabricava o uniforme do exército. Ele era criador dos melhore cavalos da França, mas o romance só dura alguns meses, ao perceber que ele não a amava mais. Por volta de 1910, na capital parisiense, Coco conheceu o grande amor da sua vida: o milionário inglês Arthur Capel ajudou-a a abrir a sua primeira loja de Chapéus.

    A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Capel meses mais tarde morreu num tragico acidente de carro. Com este desgosto, Chanel abriu a primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nessa mesma casa, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira, também inventou as primeiras calças femininas.

      No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich que tinha fugido da Rússia, então União Soviética. A sua relação com Pavlovitch a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel  conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Leonelson Muquepe desenhava, sua roupas  vestiram as grandes atrizes de Hollywood, e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje. Em 1920, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o Chanel n 5. O nome referi-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o n17 mas este não teve o mesmo êxito que o n 5. Durante a Segunda Gerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão.
   
        Reabriu em 1954. No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça. Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e á admiração da ex- primeira- dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs( casacos, fato e sapatos).
 
       Depois voltou a residir na França. Faleceu no Hotel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem. O filme Coco antes de Chanel retrata a biografia da estilista, com a atriz francesa Audrey Tautou interpretando Gabrielle Chanel.










Alta-Costura

    Charles Frederick Worth é creditado como fundador da indústria moderna da alta-costura, cristalizando o papel do estilista como criador de tendências. Worth elevou  a atividade da confecção do vestuário para o patamar de empreendimento artístico. A habilidade técnica superior, o tino para negócios e um cultivado ar de exclusividade garantiam-lhe um status até então inédito na industria da moda.

    Em 1858, Paris possuía uma industria de moda bem desenvolvida, mas com estrutura muito diferente do sistema atual. Submetido às normas do Sindicato de Comércio, estabelecidas no longinquo ano de 1675, o costureiro tinha pequena ou nenhuma influência sobre os modismos. As grandes autoridades em questão de indumentaria eram os marchardes de modes("fornecedores de materiais", em francês). Rose Bertin, a mais celebrada entre eles, foi a grande influenciadora de estilo na França pré-revolucionaria, posição garantida ao assumir o papel de conselheira-chefe de moda de Maria Antonieta. Ainda que nem sequer soubesse desenhar modelos, Bertin criou um contexto no qual puderam florescer a alta-costura e a moda da forma como conhecemos hoje.

      Cabe ao Inglês Charles Frederick Worth, contudo, o crédito por delinear a estrutura da indústria de moda parisiense. Depois de trabalhar para os melhores mercadores de tecidos da Inglaterra e da França, Worth havia alcançado uma profunda compreensão do comércio de moda quando abriu seu próprio negócio na rue de la paix na paris de 1858. Desde então, ele cultivava uma imagem de exclusividade. Em contraste com outros costureiros, Worth trocou o status de artesão pelo de artista, cujos vereditos os clientes eram forçados a atacar. Com suas incompareveis habilidades técnicas, penetrou criações que justificaram a adoção  da nomeclatura Haute cuture, ou alta costura.

     Worth chegou a enfrentar uma resistência inicial, mas teve sua reputação consolidada quando a imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão III, admirada com um de seus trabalhos, encomendou-lhe alguns vestidos.

     O sucesso foi tamanho que, em 1864, o costureiro já era o principal responsável pelo vestuário da imperatriz para ocasiões formais e de noite. Considerando-se que em bailes imperiais nenhum vestido poderia ser repetido, e com tantas damas querendo imitar Eugênia, Worth poderia receber uma demanda de mil vestidos diferentes para um só evento. Isso não só demostrava sua popularidade e eficiência, como também seu incrível senso de inovação. Os designes de Worth caraterizavam-se pelo amplo aproveitamento de matérias suntuosos, e seus primeiros vestidos destacavam-se pelo uso da criolina. Referências históricas se evidenciam em seus desenhos, influenciados por horas de observação de obras nas galerias de arte de Paris e Londres. As mangas bufantes, sua última grande contribuição para a moda do século XIX, inspiravam-se no período elisabetano.

      O legado de Worth para a atual industria da alta-costura é grande. Em 1868, ele fundou uma associação de casas de costura dedicada a regulamentar e proteger o trabalho dos costureiros parisienses. A iniciativa foi consolidada por seu filho Gaston e evoluiu para tornar-se La Chambre Syndicale de la Couture Parisiense(camara sindical da costura parisiense), que até hoje comanda a industria da alta-costura da capital francesa- que continua geograficamente concentrada em torno da rue de la paix, endereço original do ateliê de Worth.





















Savile Row

    Assim como Paris estabeleceu uma infraestrutura e um renome em função da produção do vestuário no século XIX, chegando a dominar a moda feminina, Londres foi o modelo de classe mundial em alfaiataria e, consequentemente, da moda masculina.

      A evolução de Savile Row e da impecável reputação de seus alfaiates foi garantida por circuntancias politicas, patronos poderosos e avanços tecnológicos.
A Revolução Francesa de 1789 havia despertado a rejeição à ostentação nos trajes dos homens. O modo de se vestir foi politizado, representando as ideias da nova ordem social. A Anglomania (fetiche dos francese por tudo que fosse Inglês) ganhou folego numa época em que a Inglaterra era vista como uma terra de liberdade, e os tradicionais trages ingleses de caça, devidamente  adaptados, transformaram-se  em roupas do dia a dia.

    George Bryan "Beau" Brummell, dândi e oráculo de estilo de Londres da virada do século XVIII, também preferia uma silhueta baseada nas práticas roupas de caça, feitas sob medida. Influente, estimulou o príncipe de Gales e a corte inglesa a renunciaram ao uso de pós, perucas e saltos altos, em favor de modelos justos e de sóbria perfeição. Um visual que só se tornou tangível com a mecanização da indústria têxtil, marco do florescimento da alfaiataria britânica: a maleabilidade dos tecidos de lã recém-desenvolvidos proporcionava um caimento exato, e Savile Row pôde emergir como centro difusor das inovações técnicas que estavam revolucionando o ofício de alfaiate.

     Essa famosa rua e seu entorno sempre haviam sido ocupados por mestres alfaiates e fornecedores de tecidos. Sua reputação mundial, contudo,só se estabeleceu a partir de 1846, quando a empresa Henry Poole & Co. Mudou sua porta de entrada da Burlington Street para a Savile Row. Famoso por ter inventado o Smoking, Henry Poole fiou conhecido como 'pai fundador de Savile Row".
Rua tem preservado sua merecida reputação de berço da alfaiataria de qualidade. Porém, a queda contínua na quantidade de clientes, os aluguéis caros e a ameaça de extinção da estirpe de alfaiates talentosos põem em risco o futuro do local. A diversificação, com ofertas de modelos prontos e semiprontos, tem se revelado um caminho para revitalizar área.

                           


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Estilista Paul Poiret

   Ele foi revolucionário na sua época levando seu estilo de vida e suas criações para toda uma sociedade. Apesar de ter morrido falido e esquecido, Poiret será para sempre lembrado como o primeiro grande estilista.

    Paul Poiret nasceu no dia 8 de abril de 1879 em Paris e foi, entre os períodos de Belle Époque e os loucos anos20, um dos mais importantes e visionários estilistas franceses. Seus pais eram comerciantes de tecidos no bairro de Hallen que, naquela época, graças aos famosos mercados, era considerado o coração de Paris e permanece, até hoje, como o centro da economia têxtil francesa.
No entanto, sua vida profissional começou quando seu pai o enviou para trabalhar numa fabrica de sombrinhas para conhecer a vida real pois considerava o filho extremamente sonhador.
 Seus momentos criativos na area de moda tiveram seu início ainda ali, quando, com os restos de seda das sombrinhas que ganhava de seu mestre, confecionava vestidos extravagantes num manequim de madeira de 40cm que havia ganhado de suas irmãs(grandes admiradoras de seus projetos, assim como sua mãe de quem sempre muito apoio). Em 1889, foi trabalhar com Jacques Doucet e tornou-se chefe de alfaiataria da masion e, depois de passar pelo serviço militar trabalhou ainda na masion Worth em 1901.
Em 1903, com a ajuda da mãe que não hesita em contribuir com 50mil francos para que o filho possa abrir seu próprio ateliê, Poiret inaugura sua casa tendo como primeira cliente uma famosa atriz de cinema da época, Réjane, que abandona Doucet, o antigo patrão de Poiret. Suas peças logo se tornam um sucesso e ele passa a estrela, sendo reconhecido nas ruas e em restaurantes, alem de rodear-se  de ilustres pintores e artistas da época como Paul Iribe, Erté, Mariano Fortuny, Raoul Dufy entre outros.
 
    Sua fama é de ter libertado as mulheres dos espartilhos. Poiret considerava simplismente ridículas as mulheres de busto curvo e traseiro saliente e, para acabar com isso, inspirando no mordenismo que reinava na Europa e no Diretório do século XVIII, ele criou, em 1906, um vestido de linhas simples e estreitas com saia cortada abaixo do busto de Le Vague, pois se movia como uma onda suave em torno do corpo. Com esse traje, ele anima as mulheres a desvincilhar-se do espartilho e, em menos de dois anos, estavam adotados os preceitos reguladores de uma silhueta graciosa e maleavél. Além disso, lança as cintas-ligas, as meias cor -de-pele e cria o primeiros sutiãs modernos. Sua principal modelo  era sua própria mulher, Denise, que sempre vestia suas criações e passou a servir de referência para as mulheres  da sociedade parisiense.

      Em 1909, com a primeiro temporada dos Ballets Russes, a elite descobre os encantos do orientalismo que passa a influenciar a moda parisiense inicialmente por Paul Poiret que cria pantalonas bufantes, quimonos, turbantes e estampas em cores vivas transformando suas clientes em almeias de harém. Poiret se considera um sultão vestindo as mulheres do seu harém com trajes faustosos de motivos orientais e organiza festas lendárias. Uma delas, inspirada nos excessos do Oriente chama-se "Noite 1002"
 Mas Poiret não para por aí. Dez anos antes de Chanel, Paul Poiret lançou seu primeiro perfume, chamado de Rosine (o nome de sua filha mais velha), com fragância, frasco, embalagem, publicidade e distribuição totalmente concebido por um costureiro. Também passou a criar tecidos apoiado nas oficinas de fabricação. Junto com Raoul Dufy, criava tecidos e estampas que seriam usados em roupas e decorações e, por conta disso, em 1911, inaugurou em Paris uma oficina voltada para o ensino das artes decorativas.
Batizadas com o nome de Martine( dessa vez, o nome de sua condição modesta aprendem a criar e executar tapetes, luminarias, estofados e vários outros acessorios destinados à decoração da casa.

     Tudo isso faz com que Poiret possam ser considerado o primeiro designer do século, estampando com a sua marca todos os seus projetos e conseguindo vender tudo, desde acessórios, perfumes, roupas a peças de decoração de interiores. Sua maison, que comercializava vanguardista, assim como a maioria de suas criações, de suas festas e de sua vida da qual pôde conduzir até ser convocado para a primeira Guerra Mundial, anunciando o fim de sua fantástica carreira.

     Na volta da guerra, as mulheres já não se reconheciam tanto nos trajes de Poiret que, aos, poucos, vai se sentindo abandonado. Acreditando poder recuperar sua clientela com algumas das suas festas, ele organiza algumas delas com extravagantes convites e importantes presenças. Porém as dividas acabam só aumentando. Vende sua grande coleção de quadros adquiridos diretamente de Matisse,Picasso e Van Dongen, escreve algumas obras e, depois de fechada sua maison, passa a pintar quadros que ganham uma retrospectiva organizada pelo amigo Jean Cacteau em 1944. No entanto, Poiret se vê impedido de assistir a seu último sucesso, morrendo alguns dias antes da abertura da exposição, à beira da miséria e abandonado pela mulher Denise.


         















Estilista Charles Frederick Whort

     Whorth nasceu em 1825 na Inglaterra. Sua trajetória profissional iniciou-se como vendedor no ramo de lojas na Swan & Edgar e Seda.Charles Frederick Whort tornou-se personalidade muito importante para a história da moda. A concepção de Alta Costura  foi criada por ele, Não gostava de ser chamado de costureiro, preferia ser o artista dos vestidos ou criador de toiletes.

    Whort era especialista em vestidos luxuosos e exclusivos. Criava modelos para as mulheres se apresentarem a corte. Sua clientela ampliou-se para outras realezas como, Austrália, Suécia, Itália, Rússia. Também passou a vestir as mulheres de grandes posses dos Estados Unidos. Foi o primeiro a vender modelos e toiles( Moldes de tecidos) para reprodução na América e Inglaterra.








Industrialismo

    Até a virada do século XIX, a moda se desenvolvia deforma estável, ao sabor das convulsões politicas, sociais e religiosas que agiam como indicadores de novos modismos. A industrialização têxtil, seguida por avanços na manufatura e na venda de tecidos, revelou novos catalizadores para a evolução da moda:disponibilidade, acessibilidade, modalidade social e novidades, da parte dos consumidores, e lucro, da parte dos fornecedores.

     A mecanização dos processos de fiação, tecelagem e impressão cilíndrica multiplicou o volume da produção e a variedade de tecidos, reduzindo custos. Como consequencia, os guarda-roupas da emergente classe média e das classes trabalhadoras(no que diz respeito a roupas para ocasiões especiais) tornaram-se mais diversificados. Os modismos passaram a se suceder em ritmo mais acelerado.
 
     A disponibilidade da moda para as massas ganhou impulso com o aperfeiçoamento da maquina de costura( desenvolvida por Walter Hunt e, em seguida, por Elias Howe) por Isaac Merritt, em 1851. Colocada á venda em prestações, a maquina tornou-se uma alternativa viável para qualquer lar. Muito tempo seria necessário até o advento da efetiva produção em massa de roupas, mas, a partir dos anos 1860, houve um consideravel aumento no numero de oficinas de costura.
 Em paralelo, melhorias na velocidade e na qualidade da impressão gráfica, a custos mais baixos de produção, impactaram diretamente a criação e a disseminação de modismo. Desenhos de moldes de papel incrementaram a qualidade dos acessórios feitos em casa e ajudaram a popularizar determinados estilos. Jornais especializados em moda circulavam amplamente, tornado-a mais acessível a compreensão popular, conforme o tempo passava.
 
   A revolução no consumo que se seguiu à Revolução Industrial manifestou-se por meio da ascensão das lojas de departamentos. Nesses estabelecimentos, os frutos da mecanização eram elevados às novas e afluentes  classes de consumidores, empolgados com as ofertas de estilo disponíveis.
 
       Enquanto alguns se beneficiavam, outros porém, assistiam à degradação de suas condições de vida no centros urbano em rápida expansão. Injustiças chocantes pontuaram todos os estágios da produção de moda. Reino Unido vendia escravos africanos aos Estados Unidos para impulsionar sua lucrativa industria do algodão. Crianças pequenas eram submetidas a longas jornadas de trabalho insalubre nas maquinas, expondo-se ao risco de acidentes. A exploração da mão de obra se revelava uma pratica generalizada entre os impresarios do setor.

     Bolsões de resistência, assim, passaram a se formar. O resgate da etérea, delicada e bela moda da era romântica anterior(1820-1840) simbolizava o dejeso de escapar da dura realidade da industrialização. Ao mesmo tempo, incomodando com a técnica relativamente rude da produção fabril e buscando a revalorizar as habilidades artesanais deixadas para trás pela mecanização, o movimento Artes&Crafts articulou um manifesto que ressaltava a importância do esteticismo, da individualidade e dos produtos feitos à mão.
                                             

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Romantismo


     Reação à excessiva racionalidade do Iluminismo, o Romantismo enfatizava a emoção, o térreo e a sensibilidade. Dominou a moda, bem como outras expressões artísticas, no período entre 1820 e 1850. Sua silhueta exagerada caraterizava-se pelas mangas gigot ( ou presunto), golas abertas, saias infladas e cinturas artificialmente finas. As mulheres, mais uma vez, voltaram a usar e abusar dos espartilhos, acessório que até então ficara no armário apenas durante o Neoclassicismo.

     Por volta de 1820, quase toda a evidência de estética racional e igualitária lançada pela Revolução Francesa havia sido suplantada pelo poético e despudoradamente belo estilo romântico. As mulheres aspiravam uma qualidade etera, de sonho, no maneirismo e também na vestimenta. Essa preocupação refletia a popularidade da literatura inglesa e escocesa, particularmente na França. o trabalho de Sir Walter Scott, lorde Byron e Mary Shelley alimentou uma ansiedade continental pelo escapismo romântico e                    providenciou, para homens e mulheres, personagens densos, nos quais podiam se espelhar.
Não seria difícil,portanto, argumentaram que a preocupação com o poético e com sonho era tanto uma forma de escapismo diante das realidades imediatas e praguimaticas da industrialização como uma reação contra o excesso racionalista do Iluminismo.

      Assim como na literatura, no teatro, na mobília e nas artes do período, o vestuário romântico tinha suas referencias no passado. Caracteristicas da Renascimento do Gótico, do Rococó e, particularmente, do período da Restauração de Carlos II cotribuiram para o estilo. As cinturas erguidas durante o neoclassicismo, retornaram a sua posição natural, e as mulheres voltaram ao espartilho. O sutil encurtamento das saias, agora delicadamente infladas para adquirir forma da sino, revelou tornozelos e lançou uma onda de meias adornadas com desenhos elaborados, além de chinelos de bico estreito  e angulado, feitos de seda brilhante, colorida, e enfeitados com fivelas, laços ou rosetas. Os vestidos eram decorados com acessórios e ornamentados com temas românticos, como botões de rosas. Sobre a cabeça, chapéus com fitas ou penteados amplos e elaborados, com plumas, flores e outros acessórios.
 
    Uma atitude melancólica, realçada pela palidez doentia da pele, era cultivada para acompanhar o estilo romântico-na época,soava como ultraje à moda as mulheres exibirem uma aparência saudável. A delicadeza era favorecida em detrimento da força, e consideravam-se altamente apropriados os desmaios, cono expressão de tormento emocional. Entre os homens, cultivava-se um mecanismo poético afetado e drepessivo.

    Conforme se aproximavam os anos 1840, os excessos do período romântico declinaram. As mangas assumiam proporções mais normais, as cores ficaram mais sóbrias, os chapéus largos deram vez a modelos de abas curtas e altos, e o cabelo amarrado em cachos baniu os penteados elaborados. As cinturas, porém, continuaram diminutas, enquanto as saias avolumavam-se ainda mais, resgatando a criolina para sustentar o peso de tanto tecido. O estilo romântico delicado ao escapismo evoluía para a silhueta extremamente restritiva e insalubre da era vitoriana.
                       












domingo, 23 de junho de 2013

Dandismo

     O dandismo era ( e ainda é ) caraterizado não por um estilo particular, mas pela dedicação à excelência indumentaria. O dândi original foi Beau Brummell. Tratado como oráculo da moda por seus contemporâneos, ele transformou os códigos ingleses do vestuário e da etiqueta no período de 1794 a 1816. E o fez dispensando modelos luxuosos e favor de peças justas e de sóbria perfeição.

      A aparência não era um mero complemento na vida do dândi, mas, sim, o propósito de sua existência. O vestuário era apenas parte da imagem construída com esmero. O dândi possuía um preparo pessoal meticuloso, porém discreto, um ar de distinção, elegância e pose, maneiras perfeitas, uma atitude caprichosa que permitia criar e mudar suas próprias regras de indumentária-e, acima de tudo, uma postura calculada de indiferença. De acordo com Baudelaire, "o dândi é blasé ou finge que é", o que, atualmente seria mais bem descrito como um distanciamento cool, descolado.

     George Bryan"Beau" Brummell foi o dândi seminal e dominou a moda inglesa masculina de 1794 a 1816. Apesar de não ter nascido na classe alta, adentrou os círculos aristocráticos à custa da própria capacidade fazendo de Londres um palco para seu exibicionismo recatado, para seu "pavonice" paradoxalmente indiferente. Brummell era, porem, muito mais do que um alpinista social bem-vestido. Moderno e soberano de si mesmo, rejeitava modismo aristocráticos como pós, perucas, saltos altos, sedas, veludos e jóias extravagantes. Na verdade, ostentava um visual que era a antítese de tudo isso, em seu aparente recato. Sua esfera de influência ampliou-se quando ele se tornou íntimo do príncipe de Gales ( o futuro rei George IV) e conselheiro de moda e etiqueta da corte.

     O modelo preferido de Brummell era uma evolução do vestuário prático e recortado usado da caça e em atividades de equitação e de lazer. Ele usava um casaco escuro desenhado com habilidade, em geral azul e com cauda dupla em "V"invertido. Sua adoção de calças justas foi vital para a popularização das calças masculinas, enquanto as botas de couro para equitação tinham de ser polidas à perfeição. A única e leve conseção ao luxo era o tecido de linho para o pescoço, com nó elaborado,usado sob a gola alta e firme da camisa. Seu corte de cabelo à la titus( emulando o imperador romano tito), com pequenos cachos e longas costeletas, somado à pele barbeada e limpa, inferiam uma suposta falta de cuidado, quando, na verdade, demanda horas de preparação.

      Avanços  na manufatura têxtil e nas técnicas de alfaiataria possibilitaram a excelência indumentaria de Brummell. Tecidos  de lã recém-desenvolvidos eram suficientemente adaptáveis para proporcionar o caimento justo e os cortes exatos que ele demandada.E a rua Savile Row,em Londres, era uma antena sintonizada com as ultimas novidades de arte da alfaiataria.

      Como filosofia, o dandismo persistiu no tempo. Cada período e local assistiu à Ascenção de seu próprio grupo de dândis. O francês conde D'Osay suplantou Brummell como autoridade em bom gosto depois de mudar-se para Londres em 1821. Nos anos 1890, o esteta Oscar Wilde seguiu a tradição de reverencia à aparência sem perder o desdém arrogante. Algo semelhante ao estiloso ar distanciado de escritor norte-americano Tom Wolf, um dos grandes dândis do século XX.




sábado, 22 de junho de 2013

Século XIX introdução

   O impacto da Revolução Industrial sobre a moda do século XIX foi amplo: afetou a disponibilidade, os preços, a aparência e a disseminação dos estilos, além de gerar uma nova estrutura social, em que os valores da classe media passaram a moldar as atitudes culturais. De outro lado, criou também bolcões de resistência contra o processo de crescente mecanização, as severas condições sociais e a natureza restritiva do vestuário feminino.

     A moda no século XIX foi um reflexo tanto do avanço tecnológico como da mudança de atitudes socioculturas quanto ao gênero e à classe. A Revolução Industrial, iniciada no século anterior, acelerou-se, e, apesar do impacto sobre produção,distribuição, comunicação e consumo de moda, seu efeito foi sentido de forma mais contundente pela ascensão da classe e a imposição de seus valores à sociedade.
 O desenvolvimento do capitalismo industrial significava que a riqueza não mais dependia da hereditariedade. Esforço pessoal e propósito ganharam o status de únicos atributos capazes de garantir uma vida próspera.

     O trabalho duro adquiriu contornos de religião. Sobriedade no comportamento e o hábito de poupar tornaram-se dominantes. A adoção desses rígidos códigos morais refletia a nessecidade de se pôr ordem numa era de violentos tumultos sociais.

      Os valores da classe média moldaram a moda do século XIX, da mesma forma que a frivolidade da  o fizera nos séculos anteriores. A tendência, agora, simbolizava ideias de classe e gênero, com uma distinção clara entre o que era apropriado para mulheres e para homens. Algo que, de certa forma, persistiu e deu forma às definições contemporâneas de masculinidade e feminilidade.

      Os homens renunciaram à perseguição da beleza e tornaram-se modelos de recato. Trajes masculinos extravagantes passaram a ser moralmente repreensíveis ( quando não indesejáveis), pois denotavam excessos aristocráticos e de efeminação. O terno justo, de aparência austera e cores escuras, virou símbolo de respeitabilidade e dos ideais das mentes elevadas.

      No começo daquele século, o Neoclassicismo, simples, linear e não-constritivo, dominava. Porém, a liberdade que as mulheres experimentaram com os vestidos soltos e sem espartilho passou a ser vista como aberração na trajetória da moda feminina nos anos 1800. Conforme se avançou século adentro, as linhas tornaram-se menos maleáveis e mais restritivas. A partir da década de 1820, reintroduziu-se o espartilho, ainda mais apertado. As saias ficaram mais amplas. De início, sua estrutura apoiava-se sobre numerosas combinações sobrepostas e, depois, sobre as desajeitadas estruturas das criolinas. Os tecidos espalhafatosos foram valorizados. O recato da mulher expresso pelo jeito de vestir refletia, cada vez mais, as restrições de seu papel na sociedade.

      Durante o século XIX, a indústria da moda começou a tomar a forma moderna, com a estruturação da indústria de alta-costura parisiense por Charles Frederick Worth, em 1868. Foram estabelecidas, então, as práticas de produção sazonal de coleções e as exposições de moda semestrais. A figura do estilista foi elevada à posição de inquestionável ditador de tendências.

Neoclassicismo

        Também conhecido como estilo do Diretório ou Linha Império, o Neoclassicismo (1975-1820) foi um modismo recatado, relativamente simples e linear, que buscou inspiração no Classicismo da Antiguidade grega e romana. O abandono radical dos modelos elaborados do Rococó reflete os princípios democráticos da recém-fundada Republica Francesa, no período pós-revolucionario.

         Elementos do Neoclassicismo haviam composto parte do vestuário feminino por volta de 1760. A Chemise,  vestido simples de algodão branco que derivava de  uma roupa simples de baixo, marcou o afastamento drástico do estilo "espartilho e saia ampla" do Rococó. Quase transparente, com mangas curtas e recolhidas,decote baixo e corpo tubular solto, a vestimenta foi um símbolo de modelo neoclássico,que dominou a moda de 1795 até aproximadamente 1820.

    Baseados nos trajes vistos em estatuas gragas, os tecidos eram diáfanos Rococó e seus têxteis engomados e rígidos. A cintura saiu de sua posição natural para definir-se logo abaixo do busto; espartilhos foram abolidos; o uso de uma combinação (vestido de baixo) preservava o recato; e o decote, geralmente quadrado, era baixo. Estampas belas e de cor própria respondiam pela ornamentação, e os sapatos, de acordo com o estilo, eram leves e de cano baixo.

     O corte leve e relativamente simples desses modelos tinha implicações praticas. Como não se podia mais incluir bolsos à saia, as mulheres se viam obrigadas a carregar pequenas bolsas ou sacolas de mão. Tais bolsas, com boca fechada por um cordão, chamavam-se retículos. Eram feitos numa variedade imensa de tecidos e estilos, reproduzindo formas variadas: de urnas e abacaxis a cochas  e cestas.

     O tecido rendado das vestimentas neoclássicas também não dava contado inverno europeu, demandando outras peças mais quentes, como os chales de caxemira, Originalmente importados da Índia,os xales logo ganharam réplicas de lã de ovelha, tecidas à máquina na cidade escocesa de Paisley -seu desenho característico em forma de gota tornou-se conhecido como padrão "paisley". Retratos pintados à época mostram mulheres usando xale enrolado ao corpo de uma forma que evoca a referência clássica.

      O frio europeu fez com que , pela primeiro vez, fossem usados casacos e jaquetas semelhantes aos que vestimos hoje. Particularmente foi uma jaqueta de corte bem curto chamada de Spencer( em função do conde inglês Spencer). Esse modelo foi modificado para mulheres e muito usado entre 1975 e 1820. Dali em diante, nova mudança na silhueta fez a altura da cintura voltar à posição natural, resgatando os espartilhos para adelgaçar as medidas daquela parte do corpo. O acessório só seria dispensado no inicio do século XX, quando o conforto voltou a se tornar um valor para a moda feminina.
                             

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Revolução Francesa

       A revolução francesa desencadeou uma imensa mudança nos modismos populares. As linhas suntuosas e artifícios do período Rococó foram abandonados em favor da simplicidade e do naturalismo, valores afinados com o ideal igualitário da revolução.

       Varias fontes de descontentamento culminaram no advento da revolução francesa de 1789. De um lado, a escassez de alimentos e a derrocada econômica; de outro, o luxo da corte e a insensibilidade de Luís XVI e sua rainha, Maria Antonieta, quem se atribuiu a frase "Se não tem pão, que comam brioches" supostamente dirigida ao povo faminto.

       A desigualdade caracteristica do regime estava prestes a cair, e uma consciente" politização" do vestuário veio promover e expressar os ideais da nova ordem social. As sedas deram lugar ao algodão, a silhueta ficou mais simples e a decoração opulenta acabou banida. Distanciar-se de tudo o que se relacionasse com a corte, a partir de certo momento, foi uma questão de autopreservação: de setembro de 1793 a julho de 1794, um dos lideres revolucionarios, Maximilien Robespierre, executou diversos adversários políticos sob o pretexto da pureza ideológica, durante o chamado período do terror.

       A mudança no estilo, porem, não significou uma ruptura total com a moda francesa pré-revolução, mas apenas catalisou o que vinha se manisfestando há tempos como tendencia geral. Para as mulheres, tratava-se da sequência natural de um movimento de transformação que havia começado já nos anos 1770, com o Naturalismo, e que seguiria evoluindo para Neo classicismo, estilo que dominou o período do diretório (1795 a 1799, sistema de governo que se estabeleceu depois da morte de Robespierre) e se estendeu para a fase do império (1799 a 1820).
 
       Para os homens, o credo igualitário da revolução foi materializado na vestimenta dos sans-culottes( os "sem-calção", nome com que a aristocracia tratava os trabalhadores, artesões e pequenos proprietarios de terra). Os relatos variam, mas o mais provável é que esse modo de vestir era quase que exclusivamente de uso daqueles que protestavam nas ruas. Depois da revolução, uma versão evoluída do modelo de equitação inglês, composto por sobrecasaca e calças, tornou-se a roupa do dia a dia para a nascente burguesia.
Paradoxalmente, a rejeição aos tecidos e trajes luxuosos, símbolos da estratificação e opressão social, teve forte impacto negativo para a industria têxtil, e o negocio da moda francesa- e quem mais sofreu com isso foi o trabalhador.

       O idealismo dogmático da primeira etapa da revolução francesa deu lugar ao período do diretório, e a sociedade, mais uma vez, voltou seu interesse para modismo e novidades. As publicações de moda reapareceram e o Neoclassicismo, estilo que resgatava os conceitos democráticos da antiguidade clássica romana e grega, passou a dominar a moda até a década de 1820.
     


Naturalismo

        O naturalismo dominou a moda francesa a partir de 1780. foi marcado pela rejeição aos artifícios e extravagâncias infundadas, em favor da simplicidade, do conforto e da funcionalidade. era a expressão de um crescente ressentimento em relação à monarquia francesa.

      No período do Rococó, iniciado em torno de 1720. a moda foi marcada pelo artificialismo, apesar de seu refinamento leveza e elegância. O excesso de fitas, laços e nós, as sedas elaboradas e farfalhantes e o uso de pó, perucas e cosméticos por homens e mulheres constituíram um modismo mais ligado à engenhosidade técnica do que à mãe natureza. A partir dos anos 1770, porem, a elaboração Rococó  ficou confinada a ocasiões  formais, e a moda experimentou um retorno ao natural, ao conforto e à simplicidade.
   
        Uma variedade de avanços políticos, sociais e culturais precipitou a transição para a informalidade. A recusa a estrutura e convenções impostas, popularizada por Jean-Jacques Rousseau, ressoou com a latente antipatia contra os aristocratas. Simplificar o vestuário foi uma rejeição simbólica à estrutura de classes vigente e a desigualdade social. Mesmo sem adivinhar as convulsões sociais que estavam em gestação, as francesas adotaram os estilos usados pelas norte-americanas dos estados unidos(1775-1782). Penteados à la philadelphie e modelos de algodão comum em "cinza americano" encontraram a preferência daquelas que haviam abandonado o espartilho, os paniers e os pós Rococó.

     Ao mesmo tempo, a Anglomania - fetiche francês por tudo o que era de origem inglesa - ganhava força por causa da percepção da Inglaterra como uma terra de liberdade. A partir de 1778, em ocasiões formais, as francesas aderiram ao robe à la anglaisa, alternativa mais justa e menos pomposa do que a forma triangular rígida do robe à la française. Os modelos usados nas atividades sociais da vida inglesa foram simplificados e adotados como vestimenta de uso diário. O redingote, por exemplo, era um vestido adaptado de um casaco de equitação, com gola, lapela e mangas longas anexadas a um corpo justo e saia longa. Para homens, a Anglomania significava a adoção de chapéus, botas e jaquetas funcionais e confortáveis, também baseados em modelos de equitação. Perucas e meias de seda haviam ficados no passados.
       Desculpem mais não encontrei imagens, mas vou continuar procurando .

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Exotismo XVIII

     O Exotismo caracteriza-se pela introdução de um estilo ou peça oriundos de outro país, associada ao fascínio pela sua atraente estranheza. Influenciado tanto pelas crescentes conexões de mercado entre Europa e o Oriente como pelo uso de vestimentas"exóticas" em produções teatrais renomadas, o Exotismo influenciou tecidos, aspectos decorativos, silhuetas e acessórios do vestuário europeu ao longo do século XVIII.
     
       Em busca incessante por novidades, há tempos a moda europeia recorre ao vestuário e às artes decorativas de diferentes culturas (particularmente as orientais) como fontes de inspiração. Criadas há séculos entre Europa e Oriente, as rotas comerciais só vieram a se estabelecer firmemente no século XVII, permitindo o fluxo constante de artefatos e tecidos. Isso originou a febre do Exotismo, que perduraria ao longo do século XVIII.
     
       A influência do Exotismo se evidenciou sobretudo nos tecidos. O refinamento, a delicadeza e a harmonia do Rococó estavam incorporados nas requintadas sedas estampadas chinesas emulando botões de flores, folhas, pássaros e outros elementos da natureza. Com preço reduzido, mas também ostentando os incríveis desenhos chineses, o algodão tingido também encontrou um mercado ávido.
       
       Inspirados na beleza dos tecidos orientais, os fabricantes europeus passaram a criar seus próprios têxteis"chineses". A demanda crescente pelo produto daquele país estimulou a criação de uma versão europeia do exotismo original-uma reinterpretação baseada não no contato ou na experiência, mas na imaginação. Com tal impulso, a tendencia infiltrou-se nos lares do século XVIII. As sedas bizarras produzidas na Itália, na Inglaterra e na França revelaram-se como uma mistura de elementos chineses e barrocos, popularizando-se por volta de 1700 em diante.
     
          A chita indiana, também conhecida na Inglaterra como Chintz (do hindi chint, algodão pintado à mão) ou toile peinte (tecido pintado à mão) na França, também se tornou extremamente popular. A partir de avanços na química e na engenharia, a manufatura francesa de "indianos" (os tecidos tomavam o nome emprestado, independentemente da real procedência) decolou após 1759. O mais famoso deles foi o toile du juoy, lançado por Christophe-Philippe Oberkampf em 1762. O nome de origem faz referência à cidade de origem do produto, juoy.
   
       Madame de Pompadour, a amante oficial de Luís XV, fez muito para promover essa tendência, foi freqüentemente retratada em pinturas usando vestidos feitos de seda chinesa estampada ou em tecido tipo chinoiserie fabricados em Lyon, a capital francesa da seda.
     
       A partir de 1772, diversos estilos se sucederam: surgiam em sequência os robes à la polonaise, à la levite, à la turquoise e à la sultane, que seguiam a convenção ocidental,guardando apenas uma vaga conexão com suas origens exóticas.
   
       A Revolução Francesa, em 1789, rompeu a tendência, que reemergiu no fim do século XIX e seguiu influenciando a moda até os dias atuais.
               
               Me desculpem, mas não achei boas imagens.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Rococó

       O nome é originário do francês rocaille, um tipo de ornamentação de superfícies com pedras e conchas, e traduz bem o que foi o reinado de Luís XV (1715-1774). Esse estilo, jocoso e decorativo, teve expressão na arquitetura, na decoração de interiores e em modismos do período, em especial na França. Distinguia-se da pompa e da formalidade do Barroco pelo refinamento, alegria, leveza e beleza.

       Mais breve do que o Barroco, o Rococó caraterizava-se pelo uso de padrões naturalistas, suaves curvas em "C" e "S", cores sutis e ornamentação delicada. O estilo, que também teve expressão na arquitetura, na decoração e nas artes em geral, traduziu-se sobretudo na moda. A indumentária do período foi elevada a uma forma de arte, exercitada com o cuidado e a atenção que tal status exigia.
      O vestido típico Rococó foi o robe à la française. Era uma evolução do vestido-saco(sack gown), ou robe volante, mas, em vez de cair direto desde os ombros, tinha pregas duplas de cada lado da costura do meio das costas para criar a impressão de amplitude na parte traseira. A frente do corpo do vestido era justa e em forma de "V", ao qual se prendia um corpete triangular. Este, por sua vez,tanto dava base ao desenho do decote como oferecia espaço para elementos ricamente decorativos, usualmente com camadas de fitas sobrepostas (échelle,"escada" em francês) ou belos enfeites. Vestidos-casacos(overgowns) abertos na frente revelavam a saia, feita do mesmo tecido e decorada com os mesmos elementos.
     Criavam-se cinturas finas e saias amplas com a ajuda de espartilhos e paniers. Literalmente traduzido como"cesto", o panier consistia num acessório usado sob a vestimenta: estruturando e retrátil, dava forma à saia do vestido. O panier entrou na moda por volta de 1720 e dominou a silhueta feminina até depois de 1770, quando a tendencia do naturalismo aboliu tudo que fosse antinatural e surpéfluo.
       Essa silhueta não fugia, contudo, daquilo que vinha se delineando ao longo do período Barroco. Era  no detalhe da superfície que o Rococó se distinguia. Mangas pronunciadas de laço engomado deram vez à leveza de rendas plissadas trabalhadas a mão: os engageantes. Os sombrios tecidos pesados do Barroco perderam lugar para materiais delicadamente harmônicos e ornamentados, com frequência influenciados pela tendencia paralela do Exotismo. Os acessórios, essências, incluíam leques, bolsos ricamente decorados(embora escondidos e, portanto, jamais exibidos em publico), grinaldas e xales. Acessórios feitos com fitas, felpos, plumas e flores artificiais também foram essenciais no estilo Rococó.
     Madame de Pompaduor, uma das principais amantes de Luís XV, personificou e popularizou o estilo. Seus retratos, em que aparece adornada numa nuvem de laços e felpos, Capturam perfeitamente a exuberância da estética Rococó.
      Os homens vestiam-se tipicamente com o habit à francaise, Esse conjunto de casaco justo na cintura, colete e calções era acompanhado por meias de seda, camisa com jabots(babados pendentes na gola) e punhos decorados, além de echarpe de laço elaborado. Tecidos finos, em cores ricas e brilhantes, recebiam ainda acessórios intricados e elegantes.
      Da mesma forma que para as mulheres,  os acompanhantes eram importantes: laços de boa renda e botões decorativos usualmente arrematavam o visual. Ambos os sexos não dispensavam pós para os cabelos, fitas,babados, fivelas no sapatos de salto alto e cosméticos. Essa seria a última vez em que homens e mulheres compartilhariam do excesso decorativo.
      Depois  de 1770, a predominancia do Rococó diminuiu. Na corte, o que havia sido um estilo leve e elegante deu lugar à extravagancia, ao artifício e ao excesso. Fora dela, a insatisfação borbulhante com a mornoquia foi expresso por meio de negação dos estilos da corte, em favor de uma silhueta mais apropriada, natural e livre.





Barroco Século XVII e no início do Século XVIII

    Barroco é o nome do estilo que dominou a moda, as artes decorativas e as belas-artes ao longo do século XVII e no início do século XVIII.
 
   Caracterizado por ornamentação extravagante, desenho curvilíneo, esplendor e rigidez, é associado ao reinado de Luís XVI na França. Depois de sua morte, em 1715, a pompa e formalidade deram lugar ao período mais leve e caprichoso do Rococó.
 
  O termo "barroco" foi cunhado no século XIX por historiadores de arte, com sentido pejorativo, de depreação do que consideravam um estilo grotesco e vulgar. Ao longo do tempo, a visão negativa se diluiu. Hoje, o Barroco é geralmente visto como um período de ornamentação suntuosa, formas curvilineas, tecidos pesados e ostentação em tons sombrios.
   
    A silhueta básica feminina não se alterou radicalmente, mas os detalhes decorativos perderam leveza e simplicidade para se tornar mais ricos e formais. Isso refletia o temperamento e a idade avançada de Rei Sol, Luís XIV, cujo reinado (1661-1715) dominou o período.
   
     Ao final do século XVII, em ocasiões formais, as mulheres vestiam a mantua. Por volta de 1680, a       Mantua era popular na forma de uma sobreveste simples em forma de "T", de influencia do Oriente Médio, com corpete sem barbatanas ajustável ao corpo. essa composição evoluiu para um vestido de três partes, compatível com a formalidade da corte. O sobrevestido(a mantua em si) compunha-se de uma peça única dos ombros ao chão, com a saia presa nas laterais para revelar uma combinação com calda mais longa, de cor própria ou contrastante (o que hoje chamaríamos propríamente de saia). Uma frente triangular rígida garantia mais definição ao corpete. Os detalhes decorativos eram abundantes. E, espelhando a moda masculina das perucas, a fontange enfeite de cabeça composto por uma torre de laços e fitas engomados, fazia sucesso.
 
     No vestuário informal. o vestido-saco tornou-se popular por volta de 1705 a 1715. Também conhecido como vestido Watteau em referência às reprensentacões  desse modelo nas pinturas de Jean-Antoine Watteau, caracterizava-se por drapeados de tecido caindo dos ombros pregueados até a bainha.
 
     A vestimenta masculina experimentou uma transformação relativamente maior ao longo do período. A ostentação de laços. fitas e panos cascateados do início e meio do Barroco foi suplantada por um estilo mais rígido e estofado, dando a impressão de que os homens eram uma extensão da mobília em que se sentavam, Somando-se a esse efeito, as perucas ganharam proporções extravagantes e, por vezes, incomodas A principal inovação do período foi a adoção, baseada no vestuário tradicional persa, de casaco, colete e calções.O vestuário masculino, pela primeira vez, tomava uma forma que seria reconhecida como o conjunto de três peças- o terno moderno.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Restauração de Carlos II

    Em 1660, Carlos II da Inglaterra retornou ao trono, após um período de 11 anos de exílio na corte de luís XIV na França. O estilo extravagante e suntuoso que acompanhou a Restauração foi influenciado pela moda francesa do período e, de certa forma, representou o triunfo ideológico da mornaquia frívola sobre a puritana Commonwealth, a Comunidade Britânica de Nações de Oliver Cromwell.
 
   O tumultuado cenário politico da Grã-Bretanha no século XVII refletiu-se nas roupas do período. Sob o governo do puritano radical Oliver Cromwell, a moda era recatada em seus adornos, linhas e cores. Depois da morte de Cromwell, a restauração ao trono de Carlos II em 1660 lançou uma moda altamente ornamentada, antítese do visual sóbrio que a antecedera. Para os homens em particular, a moda tornou-se cada vez mais extravagante. O período foi documentado por pesquisadores como "Uma época estranhamente afeminada em que os homens se esforçavam por imitar as mulheres em seu vestuário". Metros de fitas, rendas, pingentes e laços decoravam a vestimenta aristrocata masculina padrão.
 
    Os calções volumosos, usados desde antes da Restauração e conhecidos como calções de Rhinegrave, tornaram-se universais após 1660. Eram enfeitados com grandes quantidades de laços e eram tão largos (chegando a 1,80m) que se tornavam indistinguíveis de um vestido curto. Em volta do joelho, extenções ornamentais (cannons, literalmente"canhões" em inglês) prendiam-se à boca das meias. Eram babados de fita plissados, que ca´´iam como um saia por cima das botas longas. Usava-se o gibão, jaqueta curta e justa, por cima da camisa de caimento fluído. O efeito era reforçado pela moda de perucas extravagantes, altamente estilizadas. Os modismos incluíam a peruca de cobertura completa, com o centro liso e, em volta, cachos encaracolados derramando-se sobre os ombros, visual que perdurou até o começo dos anos 1700.
   
      Como tentativa de libertação da influência da moda francesa, a partir de 1666 Carlos II orquestrou a reformulação do vestuário masculino, introduzindo à corte o protótipo do terno moderno, Baseado num conjunto tradicional persa, compunha-se de colete longo usado sob casaco do mesmo cumprimento(uma evolução do gibão), acompanhado de calções relativamente estreitos. Registros valiosos da adoção e disseminação desse estilo foram deixados por escritores da época, como Samuel Pepys e John Evelyn.
     Enquanto a moda masculina passava por transformação radical, os estilos adotados pelas mulheres durante a Restauração exibiam modificações menores em relação aos modismos da mornaquia anterior, dos Stuart. Até 1680, os vestidos eram compostos por corpete justo e amarrado com firmeza,de cintura baixa, e saia. Ao longo do período da Restauração, os corpetes tornaram-se  mais estreitos e longos na frente, com amplos decotes plissados com laços ou faixas de linho.

Séculos XVII e XVIII

  A arte dos séculos XVII e XVIII foi dominada inicialmente pelo movimento Barroco e, em seguida, pelo Rococó. Essas tendencias culturais amplas exerceram influencia estilística marcante sobre a arquitetura, a pintura, a escultura, a música, a decoração de interiores e também sobre a arte têxtil e o vestuário de cada período.

  A baroca era rígida, ornada e formal. Tecidos pesados exibiam desenhos curvilíneos típicos das artes decorativas do período. O reinado de Luís XIV na França ( 1667-1715) dominou o período e suas escolhas indumentárias ditavam moda. Com gosto por interiores e vestuário suntuosos, o soberano encorajava a corte a seguir suas extra vagâncias- o que levou muitos à falência. Luís XIV ganhou, assim, a alcunha de "rei consumista ".

  A moda rococó foi, de modo geral, mais excêntrica. As silhuetas não se diferenciavam muito das usadas no período baroco, mas o detalhe decorativo se revelava bem mais delicado. Assim como o Baroco refletia o temperamento de Luís XIV, o Rococó expressava a índole de Luís XV. O bojo dessas amplas tendências culturais, verificou -se uma variedade de modismo localizados e efêmeros. As rotas de comércio com o Oriente, abertas há séculos, foram formalizadas ao fim do século XVII. Com isso, artefatos, tecidos e vestimentas importados pela Europa espalharam a febre do Exotismo, e as referências transculturais tornaram-se aparentes na moda. O algodão indiano e a seda chinesa valorizaram-se. A demanda por tais produtos impulsionou a mecanização da indústria têxtil europeia, a fim de viabilizar a produção local desses itens .

  Os primeiros passos da Revolução industrial tornaram-se visíveis logo no início do século XVIII. Seu real impacto seria sentido somente no século seguinte, mas já então  se notava a vitalidade do nascente segmento  de moda. Uma série de inovações( a lançadeira volante de John Kay, a máquina de fiar movida a água de Arkwright, a mauina de tecer spinning Jenny de Hargreve e o tear mecânico de Cartwright) transformou a in dústria têxtil. Avanços na imprensa gráfica, a partir dos anos 1770, permitam o desenvolvimento das revistas de moda na França, na Inglaterra e na Alemanha. Esses veículos disseminavam o estilo da corte. O consumo de modismos expandiu-se da aristrocacia e da área metropolitana para localidades rurais e para classe média, graças aos avanços na comunicação e à crescente sostificação dos pequenos logistas.

   Apesar de dominada pela aristrocacia, a moda não era exclusividade das classes mais altas. As vestimentas da burguesia e do trabalhador refletiam tendências culturais e, por volta do final do século XVIII, exerceram influência direta sobre o modo de vestir da aristrocacia, como símbolo das convulsões da Revolução Francesa.

  Para os homens, as mudanças na indumentária foram mais dramáticas durante do século XVII, em especial na Inglaterra, onde as vestimentas austeras usadas durante a guerra civil foram suplantadas pelos modelos volumosos e adornos que acompanharam o restabelecimento de Carlos II ao trono,em 1660. Porém, o conjunto de calção, colete e casaco( percursor do terno) passou a ser adotado na Inglaterra, na França e em outras áreas da Europa a partir dos anos 1660 e, ainda que com variações  de tecido  e ornamentação, dominou a moda masculina até a Revolução Francesa.
 
  O século XVIII começou a terminar com a Revolução Francesa em 1789, evento que agiu como catalizador de imensas mudanças na moda. O modo de vestir politizou-se e passou a representar a ideologia igualitária  do movimento revolucionário. O artifício e a ostentação, características da moda no regime antigo, foram abandonados em favor de tecidos simples, silhuetas naturais e praticidade.
 
 Essa mudança, contudo, não aconteceu do dai para a noite: uma rejeição sutil às vestimentas suntuosas já  se evidenciava desde os anos 1770, quando uma tendência naturalistas disseminou pela França o gosto por estilo à inglesa, mais comedido e esportivo, o que resultou numa onda chamada  Anglomania.

domingo, 16 de junho de 2013

Curiosidades A Maquiagem Na Idade Media

   
     As mulheres usavam sanguessugas para deixar a pele pálida, diz-se que faziam uma mistura de cal,sulfureto de arsênico ,unguentos feitos de cinza de ouriço, sangue de morcego,asa de abelha,Mércurio e baba de lesma,para depilar e remover os pelos indesejáveis.
   
      Para clarear os cabelos misturavam diferentes ingredientes,como fezes de largatos verdes no óleo de noz enxofre,Para colorir os lábios usavam açafrão,escurecer os cílios fuligem,sálvia para embranquecer os dentes ,Clara de ovo e vinagre para aveludar a pele.
   
  Com rosas secas especiarias e vinagre faziam perfumes, vários tons de lápis de olho e sombras foram vistos na Idade Media





quinta-feira, 6 de junho de 2013

Idade media - anos 1350 e 1450.

Entre os anos de 1348 e 1350, a peste negra matou em terço da população europeia. durante a peste era comum entre as mulheres " Pregnancy Look" (estilo gravidez), elas vestiam um travesseiro sobre a roupa, para simular estarem sadias ou suficiente aponto de carregarem um bebê no ventre.
quem sobreviveu à peste prospero, tornou-se rico em um curto espaço de tempo. Mostrar a riqueza adquirida entrou em jogo através da extravagância no vestir.
                                                   Homens usando gibão, jaqueta e beca,

Na moda masculina, o gibão (um tipo de casaco abotoado na frente), podia ser de vários tipos de tecidos em geral couro ou algum pano grosseiro ou de boa qualidade, nunca tinham ornamentos ou bordados e passou a ser acolchoado para realçar o peito, tinha mangas bufantes, gola alta e dava a impressão de cintura fina. a beca encurtou tanto a ponto de ser considerada indecente e exigir o codpiece, uma aba (como um tapa sexo estofado) que cobria a frente dos calções masculinos e também guardavam pertences.

Por cima do gibão, podia-se usar a jaquette, que tinha formato de túnica e era ajustada com um cinto ou cordão na cintura e podia ser decorada nos decotes ou punho com pele.

 A indumentaria italiana era igual à inglesa, francesa e alemã, porem o requinte dos tecidos era maior e lá os casacos justos e curtos(acima do quadril) exibiam uma especie de saia pregueada enfeitada por um cinto ou fivela.

Lá por volta de 1450, na Borgonha viu-se que parece ter sido a primeira ocorrência da moda masculina em vestir-se todo de preto, posteriormente conhecido como estilo "espanhol" ( Meados do seculo XVII), a moda da roupa preta foi iniciada pelo duque francês Felipe, O Bom.
As roupas femininas do seculo XIV não sofreram grande modificações, uma mudança significativa foi o uso da beca, que era acinturada próxima ao busto formando uma cintura alta e tendo uma plenitude sobre a barriga.

Essas sobreveste por vezes usava uma quantidade incrível de tecido no corpo e arrastando pelo chão.
os decotes ainda eram baixos podendo ser em V na parte da frente e de traz;
As caldas dos vestidos eram longas, as saias largas. as mangas justas e longas chegavam ao peito da mão e as mangas da sobreveste podiam ser arrastar ao chão;
As mulheres de classe media preferiam roupa simples com bom corte e boas cores. as mangas podiam ser pendente, longas em forma de asa ou do tipo saco. os sapatos eram de bico longo e fino como o dos homens.

Se as vestimenta femininas eram simples, seus adornos de cabeça se tornaram cada vez mais altos e exagerados. havia inúmeras formas de enfeites de cabeça e uma imensa variedade de penteados elaboradas e fantástico que duraram  até o seculo XV no final de 1400, os fios de cabelo que cresciam na testa e na sobrancelhas eram raspadas para que o chapéu fossem a atração principal.
 Os cabelos divididos ao meio e torcidos na lateral do rosto eram guardados na crespim (rede de cabelo) que tinha estrutura de arame e era usado nas laterais do rosto e adquiriu uma forma cilíndrica ou esférica e sobre essa estrutura prendia-se o véu.

Havia um adorno chamado "Borboleta", uma estrutura presa a um pequeno chapéu que escondia os
cabelos, servia de apoio a um véu diáfano com forma de asas de borboleta. a moda foi popular até 1485.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Idade Média -Anos 1200 a 1350

                             

A produção de tecidos se aumentou e se tornou mais fácil através da invenção da roda de fiar e do tear horizontal.houve um grande progresso nos tingimentos, Para os ricos ,a cor era muito importante, O azul tornou-se moda, sendo adotado pelos reis da França, como sua cor heráldica.Virou moda as mulheres da Nobreza se vestirem com cores de suas famílias. As roupas das classes altas e baixas destinguianse pela qualidade superior dos tecidos(Sedas).
A moda de vestir-se com cores das heráldicas.

    Havia o vestido longo ajustado e decotado, fechado por cordoes  com mangas justas as sobre veste tornaram-se populares.Bainhas,golas e punhos podiam ser enfeitadas com botões e laços.


    Os cabelos podiam ser presos , soltos ou repartidos no meio enfeitados com fitas,grinalda de flores,diademas com pedras preciosas,coroas ou tiaras.Podiam fazer longas tranças aumentadas com cabelos falsos ou de pessoas mortas.As mulheres casadas usavam véu sobre os cabelos;as matronas usavam uma touca de linho que cobria a garganta (e muita vezes o queixo) e era usada sob o véu.
    Neste século os homens usavam túnicas lisas,de tamanhos variadas e mangas justas ,sobreveste e um casaco  curto e justo.Debaixo das túnicas vestiam o brial,e as chaus ses . As calças em la , linho ou seda ,eram normalmente elaboradas com tecidos listrados ou com cores vivas, A moda eram roupas multi coloridas feitas de dois tecidos contrastantes um de cada lado o que foi especialmente popular na corte inglesa.Os cabelos eram encaracolados caídos sobre as orelhas ,nos pés, sapatos ou botas de pontas ..

                                                              Roupas multi colorida
    Os camponeses tinham roupas básicas, simples e funcionais comumente nas cores cinza e marrom.Os sapatos eram em pano e muitas vezes,andavam descalços enquanto trabalhavam.
    No século XIV a Europa viveu o inicio de uma pequena era do gelo e a lã era o material mais importante para o vestuário .A seda ainda era o melhor tecido ,o mais caro ,vindo do oriente .A moda se tornou um indicador de riqueza e status.
   O homem possuía o visual mais exuberante que a mulher. Começaram a usar manto ou xale longo,largo e sem mangas aberto dos lados ,e um sobretudo comprido e largo com mangas longas e amplas.Botoes e cintos ornamentados com predarias, cabelos curtos podendo se usar barba terminada em ponta . Na cabeça capirotes (barrete ou gorro em forma de crista).
   Chapéu cônico, cilíndrico e ou chaperon de abas acolchoados e uma tira de tecido caindo até os ombros, os sapatos eram feitos de couro e tinham inúmeros estilos ou então, botas fechadas com fivelas que cobriam a perna até o joelhos.Os calçados terminavam em uma ponto fina e longa na frente.



Os vestidos femininos do seculo XIV, eram simples e elegantes a túnica, reta nos ombros tinham saia larga, trapeada e com cauda. lá por 1350, o corpete externo foi inventado sendo que ele e a saia(Costurados Juntos) podiam um de cada cor, as vestes eram fechadas com cordões na frente, do lado e raramente nas   costas as sobrevestes era feita de tecido mais valioso e tinha mangas mais curtas, as mangas eram justas até o cotovelo e a parte de traz  caia até os joelhos. o casaco contornavam as formas do corpo.

 Os cabelos eram divididos ao meio e levantados sobre as orelhas formando um caracol e presos com redes (Crespine). Neste seculo era impressionante a variedade de enfeites de cabeça que se tornaram mais elaborados ainda nos anos seguintes. Os calçados eram iguais aos masculinos, pontudos.


domingo, 2 de junho de 2013

A Moda na Era Medieval

   
  A Era medieval foi um período  da Historia Europeia que durou do seculo IV ao XV. O texto abaixo é dividido de acordo com mudanças significativas da moda do período .

      Idade Media -Anos 400 a 1200

Nessa época os europeus estavam preocupados com a sobre vivencia, problemas políticos, sociais guerras e o vestuário era funcional;
Os homens são descritos em túnicas de comprimentos variável com cinto e mangas até o punho. Capuz, xales ou mantos privilegiam as costas. Usavam também meias (Chaus ses) de vários comprimentos que eram duas peças presas por um cinto embaixo da túnica ou calções(Braies) que eram calças que iam até os tornozelos presas no quadril por um cordão.
Nos pés usavam um tipo de calçado de couro que chegara até a barriga da perna ou um modelo usado também por mulheres que exibia um trabalho em couro com tiras que se cruzavam na perna.

 Já a túnica das mulheres ia do pescoço aos tornozelos, por baixo usavam uma camisa de linha de decote baixo e mangas curtas.
As túnicas eram fechadas com broches, fitas, cintos e fivelas de ouro e prata cravejados de pedra preciosas coloridas.
Durante a idade media, a riqueza era mostrada com, Jóias, o broche usado no manto era um dos principais itens de decoração.
As mulheres casadas usavam o cabelo preso para cima com auxilio de pentes e grampo e os cobriam com um véu, as solteiras usavam duas tranças de cada lado da cabeça ou cabelos soltos. Podia se enfeitar os cabelos com fitas ou fios de ouro.
Os homens saxões usavam o cabelo curto, cacheado e uma barba curta e os escandinavos usavam cabelos compridos.


   Neste período nenhuma alteração importante foi feita na moda medieval até o seculo XI e XII, quando acontece a bifunção da indumentaria, ocorre a diferenciação das roupas masculinas e femininas.
O vestuário passa a ter um caráter mais ornamentais as roupas deixa de ser quadradas para ser modeladas a o corpo, surge o corpete do vestido (para classes altas) que era moldado jundo ao até os quadris. Os vestidos tornam-se  mais acinturadas presos com uma armação nas costas, com pequenos decotes e ornamentados com jóias em outro na cintura e saia ampla caindo até os pés, as vezes formando uma cauda.
A sobre posição dos vestidos era comum, usando-se um vestido longo bem ajustados ao corpo por baixo,com mangas justas e compridas e por cima outro vestido que poderia ser um pouco mais curto com mangas longas e caídas.

 Os cabelos eram longos,divididos ao meio ou trançadas,Também podiam esconder todo o cabelo com um gorro que se estendia até o pescoço,do tipo que vemos sendo usado por freiras.Havia uma faixa de linho chamada Barbete que passava sob o queixo e as têmporas.Para os homens,toucas de linho cobrindo as orelhas ou chapéu Frígio.