quarta-feira, 26 de junho de 2013

Estilista Paul Poiret

   Ele foi revolucionário na sua época levando seu estilo de vida e suas criações para toda uma sociedade. Apesar de ter morrido falido e esquecido, Poiret será para sempre lembrado como o primeiro grande estilista.

    Paul Poiret nasceu no dia 8 de abril de 1879 em Paris e foi, entre os períodos de Belle Époque e os loucos anos20, um dos mais importantes e visionários estilistas franceses. Seus pais eram comerciantes de tecidos no bairro de Hallen que, naquela época, graças aos famosos mercados, era considerado o coração de Paris e permanece, até hoje, como o centro da economia têxtil francesa.
No entanto, sua vida profissional começou quando seu pai o enviou para trabalhar numa fabrica de sombrinhas para conhecer a vida real pois considerava o filho extremamente sonhador.
 Seus momentos criativos na area de moda tiveram seu início ainda ali, quando, com os restos de seda das sombrinhas que ganhava de seu mestre, confecionava vestidos extravagantes num manequim de madeira de 40cm que havia ganhado de suas irmãs(grandes admiradoras de seus projetos, assim como sua mãe de quem sempre muito apoio). Em 1889, foi trabalhar com Jacques Doucet e tornou-se chefe de alfaiataria da masion e, depois de passar pelo serviço militar trabalhou ainda na masion Worth em 1901.
Em 1903, com a ajuda da mãe que não hesita em contribuir com 50mil francos para que o filho possa abrir seu próprio ateliê, Poiret inaugura sua casa tendo como primeira cliente uma famosa atriz de cinema da época, Réjane, que abandona Doucet, o antigo patrão de Poiret. Suas peças logo se tornam um sucesso e ele passa a estrela, sendo reconhecido nas ruas e em restaurantes, alem de rodear-se  de ilustres pintores e artistas da época como Paul Iribe, Erté, Mariano Fortuny, Raoul Dufy entre outros.
 
    Sua fama é de ter libertado as mulheres dos espartilhos. Poiret considerava simplismente ridículas as mulheres de busto curvo e traseiro saliente e, para acabar com isso, inspirando no mordenismo que reinava na Europa e no Diretório do século XVIII, ele criou, em 1906, um vestido de linhas simples e estreitas com saia cortada abaixo do busto de Le Vague, pois se movia como uma onda suave em torno do corpo. Com esse traje, ele anima as mulheres a desvincilhar-se do espartilho e, em menos de dois anos, estavam adotados os preceitos reguladores de uma silhueta graciosa e maleavél. Além disso, lança as cintas-ligas, as meias cor -de-pele e cria o primeiros sutiãs modernos. Sua principal modelo  era sua própria mulher, Denise, que sempre vestia suas criações e passou a servir de referência para as mulheres  da sociedade parisiense.

      Em 1909, com a primeiro temporada dos Ballets Russes, a elite descobre os encantos do orientalismo que passa a influenciar a moda parisiense inicialmente por Paul Poiret que cria pantalonas bufantes, quimonos, turbantes e estampas em cores vivas transformando suas clientes em almeias de harém. Poiret se considera um sultão vestindo as mulheres do seu harém com trajes faustosos de motivos orientais e organiza festas lendárias. Uma delas, inspirada nos excessos do Oriente chama-se "Noite 1002"
 Mas Poiret não para por aí. Dez anos antes de Chanel, Paul Poiret lançou seu primeiro perfume, chamado de Rosine (o nome de sua filha mais velha), com fragância, frasco, embalagem, publicidade e distribuição totalmente concebido por um costureiro. Também passou a criar tecidos apoiado nas oficinas de fabricação. Junto com Raoul Dufy, criava tecidos e estampas que seriam usados em roupas e decorações e, por conta disso, em 1911, inaugurou em Paris uma oficina voltada para o ensino das artes decorativas.
Batizadas com o nome de Martine( dessa vez, o nome de sua condição modesta aprendem a criar e executar tapetes, luminarias, estofados e vários outros acessorios destinados à decoração da casa.

     Tudo isso faz com que Poiret possam ser considerado o primeiro designer do século, estampando com a sua marca todos os seus projetos e conseguindo vender tudo, desde acessórios, perfumes, roupas a peças de decoração de interiores. Sua maison, que comercializava vanguardista, assim como a maioria de suas criações, de suas festas e de sua vida da qual pôde conduzir até ser convocado para a primeira Guerra Mundial, anunciando o fim de sua fantástica carreira.

     Na volta da guerra, as mulheres já não se reconheciam tanto nos trajes de Poiret que, aos, poucos, vai se sentindo abandonado. Acreditando poder recuperar sua clientela com algumas das suas festas, ele organiza algumas delas com extravagantes convites e importantes presenças. Porém as dividas acabam só aumentando. Vende sua grande coleção de quadros adquiridos diretamente de Matisse,Picasso e Van Dongen, escreve algumas obras e, depois de fechada sua maison, passa a pintar quadros que ganham uma retrospectiva organizada pelo amigo Jean Cacteau em 1944. No entanto, Poiret se vê impedido de assistir a seu último sucesso, morrendo alguns dias antes da abertura da exposição, à beira da miséria e abandonado pela mulher Denise.


         















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