segunda-feira, 24 de junho de 2013

Romantismo


     Reação à excessiva racionalidade do Iluminismo, o Romantismo enfatizava a emoção, o térreo e a sensibilidade. Dominou a moda, bem como outras expressões artísticas, no período entre 1820 e 1850. Sua silhueta exagerada caraterizava-se pelas mangas gigot ( ou presunto), golas abertas, saias infladas e cinturas artificialmente finas. As mulheres, mais uma vez, voltaram a usar e abusar dos espartilhos, acessório que até então ficara no armário apenas durante o Neoclassicismo.

     Por volta de 1820, quase toda a evidência de estética racional e igualitária lançada pela Revolução Francesa havia sido suplantada pelo poético e despudoradamente belo estilo romântico. As mulheres aspiravam uma qualidade etera, de sonho, no maneirismo e também na vestimenta. Essa preocupação refletia a popularidade da literatura inglesa e escocesa, particularmente na França. o trabalho de Sir Walter Scott, lorde Byron e Mary Shelley alimentou uma ansiedade continental pelo escapismo romântico e                    providenciou, para homens e mulheres, personagens densos, nos quais podiam se espelhar.
Não seria difícil,portanto, argumentaram que a preocupação com o poético e com sonho era tanto uma forma de escapismo diante das realidades imediatas e praguimaticas da industrialização como uma reação contra o excesso racionalista do Iluminismo.

      Assim como na literatura, no teatro, na mobília e nas artes do período, o vestuário romântico tinha suas referencias no passado. Caracteristicas da Renascimento do Gótico, do Rococó e, particularmente, do período da Restauração de Carlos II cotribuiram para o estilo. As cinturas erguidas durante o neoclassicismo, retornaram a sua posição natural, e as mulheres voltaram ao espartilho. O sutil encurtamento das saias, agora delicadamente infladas para adquirir forma da sino, revelou tornozelos e lançou uma onda de meias adornadas com desenhos elaborados, além de chinelos de bico estreito  e angulado, feitos de seda brilhante, colorida, e enfeitados com fivelas, laços ou rosetas. Os vestidos eram decorados com acessórios e ornamentados com temas românticos, como botões de rosas. Sobre a cabeça, chapéus com fitas ou penteados amplos e elaborados, com plumas, flores e outros acessórios.
 
    Uma atitude melancólica, realçada pela palidez doentia da pele, era cultivada para acompanhar o estilo romântico-na época,soava como ultraje à moda as mulheres exibirem uma aparência saudável. A delicadeza era favorecida em detrimento da força, e consideravam-se altamente apropriados os desmaios, cono expressão de tormento emocional. Entre os homens, cultivava-se um mecanismo poético afetado e drepessivo.

    Conforme se aproximavam os anos 1840, os excessos do período romântico declinaram. As mangas assumiam proporções mais normais, as cores ficaram mais sóbrias, os chapéus largos deram vez a modelos de abas curtas e altos, e o cabelo amarrado em cachos baniu os penteados elaborados. As cinturas, porém, continuaram diminutas, enquanto as saias avolumavam-se ainda mais, resgatando a criolina para sustentar o peso de tanto tecido. O estilo romântico delicado ao escapismo evoluía para a silhueta extremamente restritiva e insalubre da era vitoriana.
                       












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