segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

História do sutiã




A história do sutiã está ligada ao desenvolvimento da indústria têxtil e também à moda das vestimentas no capitalismo do século XX. Desde a Antiguidade as mulheres utilizavam de algum tipo de indumentária para poder sustentar os seios, ao menos no mundo ocidental.
Nos finais da Idade Média, entre as mulheres da aristocracia, passou-se a utilizar o espartilho, peça de vestimenta muito justa no busto, utilizada também com um objetivo estético de realce dos seios. Porém, tal peça era extremamente desconfortável e asfixiante.
Para superar esses incômodos, estilistas de alguns países passaram a desenvolver novas peças que fossem mais agradáveis ao uso cotidiano, ao menos para quem poderia pagar por isso.

Uma das primeiras alterações do espartilho em direção ao que hoje conhecemos como sutiã foi realizada por Herminie Cadolle. Ela decidiu cortar em duas partes o tradicional espartilho, dando as primeiras configurações do que viria a ser o primeiro sutiã. Como uma mulher de negócios, Cadolle patenteou a invenção em 1889. A ação de criar essas patentes foi comum na origem da peça.
Há 100 anos Mary Phelps Jacob patenteava nos Estados Unidos o sutiã. A invenção tinha o objetivo de acomodar o seio, possibilitando moldá-lo, diminui-lo, escondê-lo ou exibi-lo. Transformou a coadjuvante roupa de baixo em protagonista do figurino da mulher com lingeriessensuais. Antes escondido, hoje é usado até como roupa de cima. Porém, no dia 17 de Julho de 2012 o Departamento de Arqueologia da Universidade de Innsbruck na Austria, descobriram a peça íntima nos porões de um castelo da região austríaca de Lengberg. A descoberta entra para a história segundo Hilary Davidson, do Museu de Londres, que afirmou a descoberta com o poder de "reescreve totalmente" a história da moda.
Esta peça de roupa tornou-se um aliado na busca da beleza, do conforto e da sedução.
Tudo começou com um gesto de rebeldia. Jovem nova-iorquina, Mary Jacobs revoltou-se contra oespartilho de barbatana que não só a apertava como sobrava no vestido de noite que acabara de comprar. Com a ajuda de sua empregada, fez uma espécie de porta-seios tendo como material dois lenços, uma fita cor-de-rosa e um cordão. Depois de confeccionar cópias para as amigas, resolveu comercializar a invenção. Mais interessada no sucesso de sua criação nas festas do que nas lojas, acabou por vender a patente por 1550 dólares para a Warner Bros. Nos 30 anos seguintes, a empresa iria faturar 15 milhões de dólares com esta peça de roupa.
Há milênios as mulheres vinham procurando uma matéria-prima para confeccionar algo que desafiasse a lei da gravidade e sustentasse os seios. Referências revelam que em 2000 a.C., na Ilha de Creta, elas usavam tiras de pano para modelá-los. Mais tarde, as gregas passaram a enrolá-los para que não balançassem. Já as romanas adotaram uma faixa para diminuí-los. O espartilho surgiria na Renascença para encaixar a silhueta feminina no padrão estético imposto pela aristocracia. Por meio de cordões bem amarrados, ele apertava os seios a tal ponto que muitas desmaiavam. O sutiã apareceu para libertar a mulher daquela ditadura.
Na década de 1920, os sutiãs compunham o estilo dito "garçonne" e achatavam o busto. Nos anos 30, a silhueta feminina volta a ser valorizada. Surgem os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar os seios. Nos 50, com o advento do nylon, as peças ficam mais sedutoras e conquistam as estrelas de Hollywood. Nos 60, as feministas queimam em praça pública a peça que consideravam símbolo da opressão masculina.
A peça continua a ser produzida em massa e é largamente utilizada por mulheres do mundo todo. O desenvolvimento tecnológico capitalista em máquinas e materiais possibilita que, nos dias atuais, o sutiã possa adquirir formatos, cores e temas muito variados, acompanhando as necessidades criadas pelo mundo da moda

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