quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Evolução do biquíni

Século 19

De acordo com a professora de história da moda, Miti Shitara, as mulheres iam à praia vestindo um calção bufante com uma túnica por cima, como mostra desenho inspirado em banhistas franceses na época.

1910

Na primeira década do século 20, o traje de banho já fica parecido com um maiô, mais fechado e com pernas, como mostram banhistas na Bélgica em 1911.

1920

A roupa de praia começa a ficar mais justa e mais curta. É comum usar sapatos na areia.

1930

Começam a surgir trajes de banho em duas peças. A parte de baixo cobre parte das pernas e o umbigo.

1946

Segundo o historiador da moda João Braga, é quando ocorre a legitimação do biquíni. Louis Réard lança coleção de roupas de banho com um conjunto de duas peças ousado, desfilado por uma dançarina, Micheline Bernardini, paga para usar a peça. O nome biquíni é em razão dos bombardeios atômicos no Atoli de Bikini, no Oceano Pacífico, imaginando que sua criação seria tão explosiva quanto uma bomba atômica.

1948

O biquíni é usado no Brasil pela primeira vez pela alemã Miriam Etz, no Rio de Janeiro. O modelo deixava o umbigo à mostra e virou notícia por aqui. Antes, era comum o uso de modelos que cobriam a região, conhecido como roupa de banho.

1950

Na década de 1950, os modelos de roupa de banho ficaram mais cavados, mas nada perto do biquíni francês. Somente após o uso do modelo pelas atrizes de Hollywood, como Jane Mansfield, é que ele começa a ser aceito pela sociedade.

1957

O sucesso do biquíni começou na década de 50, quando a atriz francesa Brigitte Bardot apareceu com ele no filme E Deus Criou a Mulher.

1960

A estilista inglesa Mary Quant, inventora da minissaia, também foi responsável pela popularização das chamadas hot pants, que já haviam feito parte dos primeiros trajes de banho no começo do século.

1961

Jânio Quadros, ex-governador de São Paulo, é eleito para a presidência da República em 1960 e, durante seu curto mandato (renuncia em agosto de 1961), proíbe o uso de maiôs em concursos de beleza e o uso de biquínis nas praias.

1962

A atriz Ursula Andress usa biquíni com cinto no primeiro filme da série James Bond, 007 Contra o Satânico Dr. No.

1964

O designer austríaco radicado nos Estados Unidos Rudi Gernreich cria o modelo batizado de monokini, peça que deixava os seios à mostra. Foi a primeira versão do topless e foi usado por sua modelo favorita, Peggy Moffitt.

1970

Leila Diniz foi personagem polêmico no Brasil nos anos 1960 e 1970. Criticada por ser muito ousada para o período, fazia declarações que causavam discussões e posou de biquíni, mostrando barriga de seis meses de gravidez, no Rio de Janeiro.

1971

Nos anos 1970, surgiu o modelo batizado de "tanga". A calcinha do biquíni era mais cavada e de cintura baixa. A parte de cima do traje também ficou menor.

1980

Na década de 1980, surge no Brasil o modelo "enroladinho": as mulheres enrolavam as laterais do biquíni para deixá-lo mais cavado. A prática deu origem ao modelo asa-delta.

1980

O modelo fio dental nasceu no Brasil, nos anos 1980, como evolução do asa-delta. O fio dental só vingou entre as brasileiras.

1996

A modelo Stella Tennant usa biquíni cujo top cobria apenas os mamilos durante desfile da Chanel. A aparição transforma a inglesa em supermodelo.

2002

Halle Berry usa biquíni inspirado no modelo visto em Ursula Andress 40 anos antes. A atriz americana é a Bond Girl no filme 007 Um Novo Dia para Morrer.

2010

A cantora Lady Gaga posa com biquíni feito de carne para a capa da Vogue Hommes japonesa de setembro. Apesar de ser conhecida pelos looks excêntricos, a foto causa polêmica entre os defensores dos direitos dos animais.

2013

A modelo australiana Miranda Kerr posa com o biquíni Chanel usado em 1996 por Stella Tennant para marcar o lançamento da edição digital da revista i-D
Foto: Getty Images
fontes: Terra

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Biblioteca de moda: livros de leitura indispensável

Inclua livros de moda, com imagens lindas e histórias interessantes, na sua lista de leitura em 2014. Aqui, algumas opções entre lançamentos e clássicos que você precisa conhecer.



Louis Vuitton City Bags: A Natural History, de Jean-Claude Kaufmann, Ian Luna, Florence Muller, Mariko Nishitani and Colombe Pringle.

A obra conta a história da linha de bolsas da Louis Vuitton, alguns dos acessórios mais cobiçados na moda feminina. As City Bags, populares por carregar os monogramas da marca, iniciaram sua história na indústria fashion em 1901 e são conhecidas por seus nomes (Keepall, Bucket, Papillon, Alma, Locket, Noe, Speedy). O livro ainda inclui as colaborações da Louis Vuitton com outros designers e é rico em fotos e ilustrações.

US$ 53,18 na Amazon. 

Diana Vreeland: Memos, de Alexander Vreeland.

Uma referência para o jornalismo de moda, a francesa Diana Vreeland comandava revistas comoVogue e Harper's Bazaar de uma maneira peculiar: em vez de reuniões, a comunicação com seus editores era feita por cartas. E é essa correspondência que hoje compõe o livro Diana Vreeland Memos: The Vogue Years. Além de algumas mensagens inéditas trocadas com ícones como Coco Chanel e Oscar de la Renta, a obra traz relatos de jornalistas que trabalharam com ela.

US$ 35,13 na Amazon.

The Allure of Chanel, de Paul Morand.

No inverno de 1946, o escritor Paul Morand foi apresentado a Coco Chanel. Durante dias, os dois conversaram noite adentro sobre as memórias, ideologias e relacionamentos da estilista. A edição ilustrada de The Allure of Chanel, lançada em 19 de novembro de 2013 no hemisfério norte, traz, além uma coletânea de revelações de Gabrielle, ilustrações assinadas pelo multifacetado Karl Lagerfeld. Um encontro imperdível das duas mentes mais significativas da maison.

US$ 34,12 na Amazon. 

Um Século de Moda, de João Braga.

O historiador de moda João Braga aponta fatos representativos do mundo fashion e aspectos relacionados à indústria da moda no século XX, como o nascimento de marcas como Lacoste e Pernambucanas, a patente do sutiã e o lançamento do perfume Chanel nº 5. Mais uma obra do especialista para rechear a estante.

R$ 30 na Saraiva. 

The World According to Karl, de Sandrine Gulbenkian, Jean-Christophe Napias e Charles Ameline.



A língua de Karl Lagerfeld é tão notória quando as bolsas que o estilista desenha para a Chanel.The World According to Karl é uma coletânea das frases mais chocantes e provocativas do kaiser: "Pense rosa. Mas não vista a cor", "Mudança é o jeito mais saudável de sobreviver", e "Eu gosto que tudo seja lavável, inclusive eu" são apenas algumas. As ilustrações, todas em P&B, também merecem destaque.
R$ 98,90, na Amazon.


The Fashion Book: New and Expanded Edition, de Editors of Phaidon.


O livro é uma enciclopédia de A a Z com centenas de perfis de estilistas, fotógrafos, ícones de estilo, modelos e executivos da indústria. Com mais de 500 páginas e muitas fotografias, a obra tem tudo para se tornar uma bíblia fashion.

US$ 49,81 na Amazon. 

Alexander McQueen: Working Process: Photographs by Nick Waplington.

Em 2008, Alexander McQueen incumbiu Nick Waplington de documentar sua coleção de Outono 2009, desde as primeiras inspirações até o desfile, e deu acesso irrestrito ao fotógrafo. Infelizmente, aquela foi a última coleção assinada pelo estilista para a marca homônima antes de sua morte. Curiosamente, o livro estava pronto para ser publicado naquela época (a curadoria de imagens é do próprio McQueen), mas só chegou em dezembro de 2013 às livrarias. Imperdível.

US$ 43,67 na Barnes & Noble.
 Dior Glamour: 1952-1962, de Mark Shaw.

Uma coleção de vestidos luxuosos e icônicos de Christian Dior, das décadas de 1950 e 1960, foi capturada pelo fotógrafo Mark Shaw. O lendário expert das lentes foi responsável por documentar o mundo ultra exclusivo da alta-costura, sobretudo as criações da maison Dior, e mostra a moda extraordinária e o glamour daquele tempo. Espere por fotos de backstage, editoriais com modelos, socialites e atrizes, e detalhes das coleções.

US$ 72,78 na Barnes & Noble.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Estilista Pierre Cardin

Pierre Cardin, nascido Pietro Cardin (Sant'Andrea di Barbarana, comuna de San Biagio di Callalta2 de julho de 1922), é um designer de moda italiano, naturalizado francês.



Nascido na Itália, seus pais, agricultores vênetosprecipitados na pobreza pela Primeira Guerra Mundial, emigram para a França em 1924. Em 1936, o jovem Pierre começa seu aprendizado aos quatorze anos, com um alfaiate de Saint-Étienne. Depois de uma passagem no ateliê de Manby, em Vichy, ele chega afinal a Paris. Em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, transfere-se para Paris, onde estuda arquitetura e trabalha com Madame Paquin. Trabalhou com Elsa Schiaparelli até se tornar chefe do ateliê dos alfaiates de Christian Dior, em 1947. Não foi aceito na casa de moda Balenciaga.
Cardin foi o primeiro costureiro a considerar o Japão como um mercado dealta moda, quando para lá viajou em 1959. No mesmo ano, foi expulso deChambre Syndicale de la Haute Couture] por lançar uma coleção Prêt-à-porter para a loja de departamentos Printemps, mas logo foi reintegrado. Contudo, em 1966, renunciou ao seu lugar na Chambre Syndicale e passou a exibir suas coleções no seu próprio espaço, o Espace Cardin, (outroraThéâtre des Ambassadeurs) aberto em 1971 na capital francesa. O Espace Cardin também é usado para promover novos talentos artísticos, como conjuntos de teatro, de música, etc.Cardin fundou sua própria casa em 1950 e começou com alta costura três anos depois. Ficou conhecido por seu estilo de vanguarda e por seus trabalhos inspirados na "era espacial", com formatos e motivosgeométricos, freqüentemente ignorando a forma feminina. Cardin investiu também nas roupas unissex, algumas vezes experimentais. Em 1954, introduziu o "vestido bolha". Ao lado de Paco Rabanne e André Courrèges, Cardin formou a "tríplice aliança" do futurismo na moda.
Pierre Cardin foi um membro da Chambre Syndicale entre 1953 e 1993.Como muitos designers de moda da atualidade, em 1994, Cardin decidiu mostrar sua coleção apenas para um pequeno círculo de clientes e jornalistas selecionados.
Atualmente, com 800 licenças em 140 países, calcula-se que sua marca gere um movimento de aproximadamente 89  em royalties.