terça-feira, 13 de maio de 2014

Segunda Fase da Era Vitoriana (1861-1901)



Em 1861, o Príncipe Albert faleceu e a Rainha Vitória mergulhou em tristeza, vestindo luto e não o tirando até o fim da vida. A morte do Príncipe Albert marca o início da segunda fase da Era Vitoriana: as cores escurecem. O normal era vestir trajes de luto por dois anos, mas a rainha optou pelo luto permanente e muitas mulheres a imitaram.
Moda Feminina
Na década de 1960, a silhueta tornou-se menor, incluindo o tamanho dos chapéus. As saias passaram a ser retas na frente e projetadas para trás, mas ainda com volume e ornamentos.
As mangas eram amplas em estilo pagode e o pescoço enfeitado com golas altas em renda ou outro tecido delicado. Estampas geométricas e listras eram populares em tecidos como cetim, crepe, brocado e tafetá.
O traje noturno tinha decote baixo e mangas curtas usadas com luvas curtas de renda ou de tecido. As saias possuíam crinolinas maiores que as saias de uso diurno. Era comum um tecido de mesma estampa ser usado para dois vestidos, um para o dia, outro para a noite.
As mulheres eram muito enfeitadas, mostrando o poder financeiro da figura masculina da qual ela era dependente.
Os acessórios eram os mesmos da primeira fase: leques, luvas de renda ou de tecido, sombrinhas, pequenas bolsas, cabelos repartidos ao meio e enfeitado com flores e laços. Jóias como pérolas, camafeus, broches e pedras. Nos pés sapatilhas com ou sem um pequeno salto e pra sair às ruas, botas.
Por volta de 1864, a forma da crinolina começou a mudar e recebeu o nome de crinolete. Ao invés de ser em forma de cúpula, a frente e os lados diminuíram e o volume ficou apenas na parte de trás.
Novas silhuetas apareceram entre 1870 e 1890. A moda feminina teve uma grande mistura de estilos. As saias foram varridas para trás, sendo ainda mais justas e estreitas na frente e volumosas em um amontoado de tecido atrás terminando em cauda. O visual causou furor, pois mostrou mais as formas do corpo feminino.
Em 1870, usavam-se vestidos em cores vibrantes, o espartilho poderia ser de outra cor e a saia ter tecidos diferentes, sendo um liso e outro estampado. O espartilho tornou-se ainda mais rígido, restringindo mais os movimentos. Um tipo de jaqueta que formava uma sobressaia foi usadíssima.
O chapéu ao estilo boneca dava lugar a chapéus pequenos, caídos sobre a testa. Usados com cabelos presos. Tranças em torno da cabeça eram muito comuns.
Em 1880, as mangas eram justas e a parte de cima do corpo enfeitada com babados cobrindo o ombro. A saia ficou com forma de trombeta, ainda com muito volume na parte de trás e a forma adquirida junto com os espartilhos era a forma de ampulheta.
A crinolete foi reduzida em um meio arco de metal, chamado de anquinha (em inglês, bustle), que se projetava horizontalmente para trás. Era unido por dobradiças que se movimentavam quando a usuária de sentava ou levantava.
Ainda em 1880, a anquinha gradativamente desapareceu das roupas femininas. As saias passaram a ter formato de sino, as blusas tinham gola alta com babados de renda ou tule. A renda também passou a ser usada em vestidos e em anáguas, que eram agora um símbolo erótico, já que para atravessar a rua, as mulheres tinham que levantar o vestido e deixavam propositadamente a anágua rendada aparecer.
Usavam luvas compridas à noite e leques imensos, as jóias eram extremamente coloridas. Com a popularização das bicicletas, os bloomers, antes rejeitados, passaram a serem usados, apesar de ainda causarem escândalos.
Nos pés, usavam sapatilhas e botas com um pequeno salto.
Mulheres rebeldes e intelectuais se recusavam a usar esse tipo de roupa e usavam peças que imitavam a moda, mas eram soltas e sem corset. Elas protestavam contra o espartilho e as camadas desnecessárias de roupas. À medida que as mulheres foram ficando mais ativas na sociedade, os espartilhos rígidos saíram de moda.
Na década de 1890 houve uma mudança de valores. A Era Vitoriana estava chegando ao fim. Ainda nessa década, o espartilho alongou e fazia com que o corpo da mulher formasse uma silhueta em forma de S. Silhueta que seria bem popular na Belle Époque.
Moda Masculina
A roupa masculina do final da Era Vitoriana, não difere muito da do início. De dia, dominavam as roupas práticas para o trabalho. Usava-se casaco em curva sobre os quadris com abotoamento no peito, sobretudos curtos e calças retas. Como acessório: gravatas borboleta, luvas, bengala, além do bigode, barba e dos cabelos curtos ondulados, cobertos pela cartola. O homem, a partir dessa década passou cada vez mais a usar trajes informais. À noite, o traje era o fraque.
Fontes:blog Moda de Subculturas.

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